terça-feira, 4 de novembro de 2008

Lei brasileira impediu a prisão de 50 pedófilos



Se a legislação brasileira fosse semelhante à de outros países no que diz respeito ao combate à pedofilia, teriam sido presos mais de 50 pedófilos, e não apenas três, na Operação Carrossel II da Polícia Federal, na última quinta-feira.

De acordo com o delegado que coordenou a operação, Adalton Martins, se a exemplo dos outros países, a lei daqui autorizasse a prisão daqueles que armazenam imagens de pornografia infantil o número de presos no Brasil poderia ser assustadoramente grande.

A legislação só permite que essas pessoas sejam presas em flagrante, o que dificulta o trabalho da PF, conforme Martins. “Tínhamos aqui 113 alvos com suspeita de prática de pedofilia, só que apenas três deles foram flagrados enviando o material e só eles puderam ser detidos. Se a nossa legislação fosse outra, boa parte destes alvos poderia ser presa apenas por terem computadores com fotos e vídeos pornográficos de crianças”, explica o delegado, chefe da Divisão de Combate a Crimes Cibernéticos.

Já em países onde a lei autoriza esse tipo de prisão, diversas pessoas foram presas após a Operação Carrossel II ter ocorrido no Brasil. Isso ocorreu porque a PF informou autoridades de Portugal e Grécia quais os computadores suspeitos de enviar material com pornografia infantil.

Martins comemora a colaboração internacional, mas não disfarça a decepção de ver que o mesmo não acontece no Brasil. “A gente fica feliz em ajudar outros países, mas é triste saber que não podemos fazer o mesmo para proteger as nossas crianças”, afirma.

A legislação atual, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê no artigo 241: “é proibido apresentar, produzir, vender, fornecer, divulgar ou publicar por qualquer meio de comunicação, inclusive pela rede mundial de computadores ou Internet, fotografias ou imagens com pornografia ou cenas de sexo de explícito envolvendo crianças e adolescentes”.

Ou seja, se alguém guardar em casa ou no computador fotos de crianças e adolescentes fazendo sexo, ele não está infringindo a lei, segundo o ECA. Apenas quem divulga tais informações pode ser preso e esta é a grande dificuldade das autoridades em combater a pedofilia.

“Existem pessoas que têm em seus computadores mais de 50 mil arquivos de pornografia infantil e nós não podemos fazer nada com elas a não ser que a gente consiga flagrá-las repassando o material”, lamenta o delegado.

De acordo com o ECA, quem desobedecer este artigo fica sujeito à pena de prisão de dois a seis anos. Segundo Adalton, a intenção é que também possa receber essa punição quem tiver tais imagens em casa e não apenas quem for flagrado repassando.

O delegado afirma que torce para que o Congresso Nacional aprove o projeto que altera justamente este ponto na lei. Para dele, isso já ajudaria a reduzir a prática da pedofilia. “Torcemos para que isso mude. O principal é a pessoa que estiver mexendo com esse material, pelo menos saber: armazenando essas imagens você está incentivando a prática da pedofilia e você pode ser preso por isso”, declara.

O projeto que pode alterar a legislação já foi aprovado pelo Senado e está em tramitação na Câmara. Para valer, a proposta precisa passar por toda a tramitação até chegar à sanção do presidente Lula.

Redação Terra.

Setembro 7, 2008 por Rosane

Clocks...Coldplay

Relógios
As luzes se apagam e eu não posso ser salvo
Ondas contra as quais eu tentei nadar
Jogaram-me ao chão, deixando-me de joelhos
Oh, eu imploro, eu imploro e suplico, cantando
Revele coisas não ditas
Atire uma maçã em cima de minha cabeça
Um problema que não pode ser nomeado
Um tigre está esperando para ser domado, cantando

Você é

Confusão que não acaba
As paredes que se fecham e os relógios que fazem barulhos
Vou voltar e te levar para casa
Eu não poderia parar agora que você sabe cantar
Apareça sobre meus mares,
Malditas oportunidades perdidas
Sou uma parte da cura ou da doença?
Cantando

Você é, você é, você é, você é

E nada mais se compara

Lar, lar para onde eu queria ir.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

TV e computador: você é o filtro


Antes de virar a rotina da criança de cabeça para baixo e esconder o controle remoto, pense em como você influencia a relação dela com os meios de comunicação.

Ao chegar em casa, corre para checar os e-mails? Olhe ao redor da sua sala. Em
que lugar está a TV? Mesmo que você não pare para assistir, o fato de deixá-la ligada cria familiaridade, praticamente a personifica, lhe dá vida própria. Mas você a-do-ra passar horas vendo seus programas favoritos? Para os especialistas, o ideal é que criança pequena nem deva estar ali (ou porque é tarde para estar acordada ou por causa do conteúdo impróprio). “Quem decide a programação é você, ainda que precise abrir mão da novela”, afirma a psicanalista Mary Lise Moysés Silveira.No caso das maiores, há um conselho de Bia Rosemberg, diretora de programas infantis. “O ideal é explicar para a criança os temas que são abordados no seu programa. Ou seja, se aparecer uma cena de apelo sexual, ajude-a a interpretar o contexto.” Ainda assim, cenas violentas devem ser evitadas. “Uma criança que vê CSI, seriado que investiga crimes, fica impressionada com a aparência das coisas, como o sangue, expressões etc”, diz Lisa Guernsey, jornalista e autora do livro Into the minds of Babes – How ScreenTime Affects Children From Birth to Age Five (algo como Por Dentro da Mente dos Bebês – Como a TV Afeta Crianças de 0 a 5 Anos – veja entrevista).

No caso da novela, as opiniões são extremas: existem especialistas totalmente contra e outros a favor, em partes. “Se existir a mediação do adulto, ou seja, se ele estiver presente para conversar sobre os assuntos da novela, ela pode ser uma ótima oportunidade para apresentar o mundo e discutir valores”, afirma Cláudio Márcio Magalhães, pesquisador, jornalista e autor do livro Os Programas Infantis da TV – Teoria e Prática para Entender a Televisão Feita para as Crianças (Ed. Autêntica). Os pais que não estiverem prontos ou dispostos a dialogar sobre o tema devem mudar de canal. “Não precisa ter medo de ser taxado de conservador. Ainda que a criança se queixe, ela espera que você tome conta dela. O que não pode acontecer é a censura. Antes de proibir, exponha seus motivos com uma conversa franca”, diz Marcos Cezar de Freitas, professor de Pedagogia e pesquisador sobre Educação. Não use como desculpa a crença de que seu filho assiste a canais impróprios para a idade dele porque gosta. “Criança curte programa de criança, não jornal, novelas e seriados. Tanto é que os canais de maior audiência na TV a cabo são os infantis”, afirma o pesquisador Cláudio Márcio.

Fonte: Crescer

CAMPANHA DIGA NÃO À EROTIZAÇÃO INFANTIL


Nos últimos anos, as crianças brasileiras, influenciadas pela mídia e pela música de má qualidade, vêm sofrendo o que os especialistas chamam de “erotização precoce”.

A Campanha “DIGA NÃO À EROTIZAÇÃO INFANTIL” visa esclarecer à sociedade a importância da música na formação do caráter e da personalidade da criança bem como os perigos da erotização precoce.

FENÔMENO SOCIAL IMPOSTO PELA MÍDIA
Os meios de comunicação, ao contrário do que muitos pensam, não têm o menor compromisso com a cultura e a formação dos indivíduos. É uma vitrine de tudo que pode vender milhões, não importando a qualidade do produto.

EROTIZAÇÃO PRECOCE
O sexo e tudo que o envolve - sedução, conquista, intimidade, prazer e reprodução - faz parte do mundo dos adultos. Assim como o trabalho e a responsabilidade civil ou criminal. Incentivar ou permitir que uma criança fale, vista-se ou dance como adultos é como assistir passivamente aos menores que trabalham nos fornos de carvão ou nos canaviais do nordeste.

INICIAÇÃO SEXUAL SEM MATURIDADE FÍSICA E EMOCIONAL.
Conseqüências diretas da “erotização precoce” são crianças de 10/11 anos namorando e tendo relações sexuais aos 13/14 anos. Sem maturidade, sem informação, sem preservativos, sem anti-concepcionais. Apenas atendendo inconseqüentemente à explosão hormonal. E nós, avós precoces aos 40 anos, assistimos impotentes a tudo isso e podemos ver nossos filhos arcarem com responsabilidades de adultos, quando deveriam estar brincado de carrinho ou de boneca, ou se preparando para o futuro.

PERPLEXIDADE E PASSIVIDADE DA SOCIEDADE DIANTE DO FENÔMENO.
Uma tendência social demora a se tornar “aberração”. Até que os números sejam coletados e os dados vistos como alarmantes muitas vítimas já foram feitas. As pessoas tendem a ver a violência, as drogas e até a erotização precoce como algo distante, que acontece aos filhos dos outros. Mas, se olharmos bem de perto, todos temos um parente, um amigo ou vizinho passando por algum destes problemas.

O QUE PODEMOS FAZER PARA REVERTER ESTA SITUAÇÃO
Basta estar atento e agir. Se você, pai ou educador, se preocupa com o quadro que apresentamos, tem muitas atitudes a tomar.

Divulgue esta campanha; Não permita que seus filhos se vistam como adultos; Não estimule as coreografias por vezes pornográficas que alguns “artistas” apresentam; Não financie a roda da fortuna criada com o lançamento indiscriminado de banalidades e produtos anti-educativos gerados pela mídia com intenção exclusiva de lucro.

Você tem este poder de ação. Todos somos responsáveis pela nova geração que estamos deixando para assumir o mundo. Nossa responsabilidade é tornar nossas crianças adultos felizes, equilibrados, realizados e cidadãos conscientes do seu espaço e dos outros.

Fonte:Diga não à erotização infantil

domingo, 2 de novembro de 2008

Bem-vindo ao deserto



Você está acostumado à brisa fresca

E a estar no pico do monte? Que bom...


E que tal sentir um vento seco

E a areia ferindo os olhos e o rosto?


Nada mal...

Sentir-se derreter ao dia

E congelar-se à noite


Não pense que você terá asas

Por cima...Não se chega ao alto da montanha


Não pense que você caiu da montanha

Só está subindo uma mais alta


Se você ainda não sabe o porquê

De tanta areia... Este é o deserto!


Chore, grite..., mas não se afaste Dele

Pense o que pensar..., mas pense Nele


Você precisa da areia

Você precisa do calor

Você precisa do frio

E às vezes da dor


Carregue a marca do deserto, o sacrifício

Não fuja de Deus ou de você mesmo

O preço da intimidade é sacrifício, é dor...

Bem vindo ao deserto.


Poema do meu poeta predileto..Daniel Babugem

31 semanas de Emoção...


Começo de mais uma semana tão importante quanto todas as outras que já passaram.
Cada semana com suas surpresas.Momentos maravilhosos e alguns de desconforto também,mas gravidez é assim mesmo.
Agora só faltam 9 semanas se a nossa Vitória não resolver chegar antes,mas que venha na hora certa..Fica tranquila filha a gente espera você.
Essa semana fui ao médico,na Quarta-feira dia 29/10...e que delícia, mais um ultra-som e ela ali toda formadinha,mechendo as mãozinhas,chutando,brincando com as perninhas...Nossa que emoção...
E que surpresa ela está enorme...2kg e 50 gramas e 45 cm...Meu Deus como ela cresceu até agora...
Deus muito obrigada por esse presente maravilhoso em nossas vidas.
Filha linda ,Você já é muito amada..
Eu e o papai conversamos sobre Você o tempo todo e sonhamos á cada segundo com seu rostinho e em como trará alegria e mais amor ainda ao nosso Lar...
Enquanto escrevo ela se meche toda,parece até que sabe o que estou expressando acho que ela sente a minha Paixão e minha emoção em saber que ela, a Nossa Vivi está chegando...

Te amamos Vitória Lícia... Nossa deLíCia...

Chá de Fralda da Vitória...Sábado dia 08/11




Esse foi o convite que o papai lindo da Vitória fez...
Te esperamos ansiosos Filhota...Amamos Você...

sábado, 1 de novembro de 2008

Campanha: "Eu Apoio a Amamentação"



Seja um apoiante da amamentação!

O ato de amamentar é exclusivo da mãe, mas a responsabilidade pelo sucesso da amamentação passa pelos apoios que são dados à mulher. Ao apoiar a amamentação está a dar um contributo importante para a saúde do bebé e para o bem-estar da mãe, ajudando-a a levar a cabo esta missão tão importante. Saiba o que pode fazer para apoiar a amamentação.

Ajude a divulgar informação correta sobre o aleitamento materno e a criar uma verdadeira comunidade de apoiantes da amamentação.

Maternidade Alfredo da Costa vai criar o primeiro banco de leite humano

Para responder às necessidades dos recém-nascidos, a maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, vai criar o primeiro banco de leite humano em Portugal.

O banco vai começar a funcionar entre 15 de Dezembro e 15 de Janeiro, revelou segunda-feira o director da instituição, numa conferência para assinalar o arranque da "Semana do Aleitamento materno".

O projeto que vai nascer no novo serviço de pediatria custou menos de 40 mil euros, avançou Jorge Branco: "já temos a sala, só falta colocar o equipamento". Um custo pequeno comparado com os benefícios que pode trazer aos cerca de 150 prematuros com menos de 1500 gramas que nascem todos os anos na MAC, considera o médico.

Na Europa existem mais de 130 bancos de leite. As mulheres com excesso de leite podem doá-lo para suprir as carências de bebés que não podem ser alimentados pelas mães, como acontece muitas vezes com os prematuros. O leite é pasteurizado para garantir que não há risco de transmissão de infecções e prescrito aos bebés.

Em Portugal, a ideia foi lançada em 2007, no último congresso de neonatologia.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Faça as pazes com o espelho...


Liberte-se da ditadura dos padrões de beleza e aprenda a aceitar seu próprio corpo. Ninguém é obrigado a ser top model!


Você malha, faz dieta, caminha, nada, corre e ainda assim parece estar sempre a anos luz de distância dos corpos esquálidos das supermodelos. Sua filha, que também é vaidosa, segue, ainda com mais afinco, a rotina em busca da forma perfeita. A pressão vem não só das passarelas mas também da televisão, do cinema, das revistas e dos outdoors, que insistem em a vender a idéia do "seja magra e bonita para ser feliz". Cuidado! Ao comprar esse conceito você pode pagar um preço alto: a obsessão pela perfeição e até danos graves à saúde.

Paralelamente a essa guerra contra os pneuzinhos e quilinhos a mais, proliferam a oferta e a variedade de fast-foods, de bolachas, doces e todas as guloseimas nas gôndolas dos supermecados, que se tornam provas de resistência à boa forma e fazem da gula o pecado mais temido e evitado - dentre os sete capitais - na atualidade.

Saiba que a insatisfação com o corpo ronda tanto o público feminino quanto a idéia de supervalorização da beleza. Pesquisas feitas pelo departamento de psicologia do Hospital das Clínicas, em São Paulo, comprovam que mais de 30% das mulheres com peso saudável se acham gordas, enquanto 55% dos homens acima do peso se consideram enxutos.

Para Marcelo Sodelli, psicólogo em São Paulo, estas diferenças entre os sexos têm raízes culturais. "O homem atraente não precisa ser necessariamente bonito, mas espera-se que a mulher possua uma série de atributos como charme e sensualidade, além de um compasso afinado com a balança", explica. Se por um lado o sexo feminino se encontra cada vez mais emancipado, conquistando lugares antes somente ocupados pelos homens, por outro ainda está submisso a padrões estéticos cada dia mais implacáveis.

Mais do que baixa auto-estima, essa preocupação excessiva pode ser traduzida no que os especialistas chamam de dismorfia corporal, ou seja, a pessoa não consegue se enxergar como é, por mais que seu peso esteja adequado, o que pode comprometer ou atrapalhar sua vida social. Nesse caso, procurar ajuda de um especialista é o melhor a fazer.

Padrões X biotipo

Pouco ou muito peito, bumbum grande, cinturinha fina. À medida que a moda elege seus "hits" ao longo das décadas, a corrida pelos centros de estética, pelas academias e clínicas de cirurgias plásticas se acirra, com um único objetivo: a boa forma.

O mercado agradece tanta euforia: no Brasil, a procura por próteses de silicone aumentou 25% no ano de 2000 em relação a 1999, causando escassez no estoque da Silimed, única produtora nacional desse produto. Os números traduzem não somente a luta contra as imperfeições, mas contra o biotipo das pessoas, ou seja, a herança genética.

Se toda a sua família tem aquela barriguinha que teima em não sumir, de nada adianta se acabar nos abdominais para eliminá-la totalmente. Da mesma forma, é utopia sonhar com 1,75m de altura quando seus pais não passam de 1,60m. Nessa distância entre a realidade e os padrões é que a semente das frustrações, complexos e sofrimentos com o próprio corpo, vai encontrar terreno para se desenvolver, podendo resultar em fortes depressões e em distúrbios alimentares, como a anorexia e a bulimia.

Para manter a forma sem perder a cabeça, exercícios, alimentação equilibrada e emagrecimento devem visar, primeiramente, a manutenção da saúde e do bem-estar físico e mental e não apenas a transformação estética. Lembre-se de que o limite de seu corpo deve ser respeitado! Afinal ele não precisa e, muitas vezes, nem pode se moldar às formas tidas como perfeitas.

Calorias que "esquentam a cabeça"

"Eu queria ser magra e alta como as modelos". A frase de Ana Cláudia Jacon, 15 anos e apenas 1,58m, retrata o quanto os adolescentes são consumidores vorazes do ideal do culto ao corpo, além de facilmente influenciáveis pela moda. Isso porque, nesta fase, estão passando por várias transformações físicas, ao mesmo tempo em que a identidade se forma. E para construí-la passam a buscar exemplo nos tipos apresentados pela mídia como bonitos, perfeitos e bem sucedidos. "A insegurança leva o jovem a procurar a aprovação do outro, e a beleza será como um cartão de visita: se tenho um corpo bonito vou me sentir seguro para me aproximar de uma outra pessoa", afirma o psicólogo Marcelo Sodelli.

Ele lembra, ainda, que nem sempre as insatisfações e reclamações comuns dessa idade são injustificadas. A questão pode ser mais complexa, pois geralmente o problema não está no nariz - que a pessoa julga feio, por exemplo - mas todas as suas angústias internas foram jogadas nele, que, na verdade funciona como um bode expiatório. O mesmo pode acontecer com o cabelo, pernas, ou qualquer parte do corpo. Nesse caso, a solução não está na mudança da aparência e sim na transformação da mentalidade.

Filho de peixe, peixinho é

Dosar com equilíbrio a intensidade da malhação e a preocupação com o corpo, além de ser benéfico para a saúde da mulher também é importante para a educação dos filhos. A mãe é o primeiro modelo para a criança, sendo a primeira a influenciá-la. "Uma paciente de 8 anos me contou que sempre sonhava com uma rata gorda, que havia tomado muito remédio e por isso tinha morrido. Na vida real, a rata era a mãe, obsecada por regimes", exemplifica Marcelo, mostrando que a pouca idade dos pequenos não impede o entendimento dos males da vaidade desmedida.

Por isso, para não passar aos filhos a herança da escravidão aos modelos de beleza, a receita é explicar-lhes que nem todas as pessoas bonitas que aparecem na TV são felizes e aceitas pelos outros, sempre procurando discutir e levantar questões. "Só assim as crianças poderão ser críticas diante das Sheilas, Xuxas ou Angélicas que aparecem na telinha", completa o psicólogo.

Por Maria Paola de Salvo
Fonte: site clickfilhos.com.br

Haloween pelo mundo... Aff que Festa de louco...

O halloween é um tipo de celebração pagã dos antigos povos celtas que viveram no território que compreende a Inglaterra, França e Alemanha. Primeiramente foi chamado de All Hallow’s Even (noite que antecede o dia de todos os santos) e posteriormente reduzido para Halloween. Os símbolos presentes nesta comemoração são:

Bruxas: são as principais simbologias desta festa. Conta as estórias que as bruxas participavam de festas realizadas pelo diabo que normalmente eram realizadas em 30 de abril e 31 de outubro. Tal crença chegou aos Estados Unidos por seus colonizadores e a partir daí se espalhou por todo o mundo tomando várias formas e estórias diferentes.

Abóboras e velas: as abóboras simbolizam fertilidade e sabedoria enquanto as velas servem para iluminar o caminho dos espíritos. Conta a lenda que a prática de cortar a abóbora e colocar uma vela acesa dentro dela surgiu da estória de Jack, homem que gostava muito de beber que se encontrou com o diabo no dia em que bebeu em demasia. Esperto, aprisionou o diabo em vários locais até o dia em que de tanto beber morreu. Sua entrada no céu foi negada e no inferno também já que humilhava o diabo em vida. A partir daí, a alma de Jack passa a perambular pelo mundo. As abóboras iluminadas então passaram a ser utilizadas por Jack para fugir da escuridão e iluminar seu caminho.

Gato Preto: é um símbolo ligado às bruxas, pois estas conseguem se transformar em gatos. Outras superstições acerca dos gatos são que estes são fontes de azar e que também são espíritos de pessoas mortas.

Travessuras ou gostosuras: é uma brincadeira existente desde o século IX. Neste período as pessoas faziam os “bolos das almas” com massa simples e cobertura de groselha para entregar às crianças que devidamente fantasiadas batiam de porta em porta para pedir os bolos. Em troca de cada pedaço de bolo, a criança se compromete a rezar pela alma de um parente de quem lhe ofereceu.

Vassoura: é um símbolo do poder feminino em limpar tudo aquilo que traz conseqüências negativas para a vida como eletricidade e pensamentos negativos.

Morcego: por ter uma visão aguçada, simboliza a visão que ultrapassa as aparências e consegue ver o íntimo das pessoas.

Maçã: fruta associada aos deuses do amor, é utilizada na festa como símbolo de vida.

As cores mais usadas na festa de halloween também possuem significados que fazem a diferença na noite dos santos:

Laranja: cor que traz vitalidade, energia e força. Acreditam que os espíritos se aproximavam dos que estavam de laranja para lhe sugar as energias.

Preto: cor predominante dos magos, bruxas, feiticeiras e sacerdotes do mestre das trevas.

Roxo: simboliza a magia presente em toda a comemoração de halloween.

Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Bullying vai muito além da brincadeira sem graça



Esse termo não tem um correspondente em português. Em inglês refere-se à atitude de um bully (valentão). Objeto de estudo pela primeira vez na Noruega, o bullying é utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica contra alguém em desvantagem de poder, sem motivação aparente e que causa dor e humilhação a quem sofre. “É uma das formas de violência que mais cresce no mundo”, afirma Cléo Fante, pedagoga pioneira no estudo do tema no país e autora de Bullying Escolar (Artmed). Segundo ela, o bullying pode acontecer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, entre vizinhos e em locais de trabalho. “Identificamos casos de bullying em escolas das redes pública e privada, rurais e urbanas e até mesmo com crianças de 3 e 4 anos, ainda no Ensino Infantil”, comenta.
Para o presidente do Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre o Buylling Escolar, José Augusto Pedra, o fenômeno é uma epidemia psico-social e pode ter conseqüencias graves. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa. Crianças e adolescentes que sofrem humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podem ter queda do rendimento escolar, somatizar o sofrimento em doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. “Se observa também uma mudança de comportamento. As vítimas ficam isoladas, se tornam agressivas e reclamam de alguma dor física justamente na hora de ir para escola”, detalha José Pedra.
Até as testemunhas sofrem ao conviver diariamente com o problema, mas tendem a omitir os fatos por medo ou insegurança. Geralmente, elas não denunciam e se acostumam com a prática – acabam encarando como natural dentro do ambiente escolar. “O espectador se fecha aos relacionamentos, se exclui porque ele acha que pode sofrer também no futuro. Se for pela internet, no cyberbullying, por exemplo, ela ‘apenas’ repassa a informação. Mas isso o torna um co-autor”, completa Cléo Fante.
O bullying, de fato, sempre existiu. O que ocorre é que, com a influência da televisão e da internet, os apelidos pejorativos foram tomando outras proporções. “O fato de ter conseqüências trágicas, como mortes e suicídios, e a falta de impunidade proporcionou a necessidade de se discutir de forma mais séria o tema”, aponta Guilherme Schelb, procurador da República e autor do livro “Violência e Criminalidade Infanto-Juvenil”.

Como identificar vítima e agressor
Depressão, baixo auto-estima, ansiedade, abandono dos estudos – essas são algumas das características mais usuais das vítimas. De certa forma, o bullying é uma prática de exclusão social cujos principais alvos costumam ser pessoas mais retraídas, inseguras. Essas características acabam fazendo com que elas não peçam ajuda e, em geral, elas se sentem desamparadas e encontram dificuldades de aceitação. “São presas fáceis, submissas e vulneráveis aos valentões da escola”, explica Cleo Fante, especialista no assunto.
Além dos traços psicológicos, as vítimas desse tipo de agressão apresentam particularidades, como problemas com obesidade, estatura, deficiência física. As agressões podem ainda abordar aspectos culturais, étnicos e religiosos. “Também pode acontecer com um novato ou com uma menina bonita, que acaba sendo perseguida pelas colegas”, exemplifica Guilherme Schelb.
Os agressores são geralmente os líderes da turma, os mais populares – aqueles que gostam de colocar apelidos nos mais frágeis. Assim como a vítima, ele também precisa de ajuda psicológica. "No futuro, este adulto pode ter um comportamento de assediador moral no trabalho e, pior, utilizar da violência e adotar atitudes delinqüentes ou criminosas", detalha LélioCalhau.

Fonte:Revista Escola

Duas horas de TV causariam falta de concentração.


As crianças que assistem a mais de duas horas de televisão por dia enquanto cursam a escola primária têm mais dificuldades de concentração ao chegar ao ensino secundário do que aquelas que assistem pouco televisão.

É isso que demonstra o primeiro grande estudo que analisou os efeitos de longo prazo do abuso de televisão na infância sobre a capacidade de atenção.

“O nosso estudo sugere que os pais deveriam tomar medidas para limitar o número de horas que os seus filhos passam diante da televisão”, declarou Bob Hancox, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, o director do estudo.

De acordo com os resultados, publicados pela revista médica Pediatrics, as crianças que vêem menos de duas horas diárias de TV na infância não ampliam o risco de sofrer distúrbios de atenção na adolescência. Mas, a partir da terceira hora, o risco amplia-se em 44% para cada hora adicional que elas passem diante da TV ao dia. “Os efeitos foram especialmente perceptíveis em crianças que assistiam a mais de três horas diárias de TV”, enfatiza Hancox.

Na Espanha, as crianças de seis a sete anos vêem uma média de duas horas de TV por dia, mas cerca de 36% delas assistem a mais de quatro horas diárias, de acordo com estudo apresentado no ano passado pela Associação Espanhola de Pediatria.

O estudo da Universidade de Otago baseou-se em 1.037 crianças examinadas a cada dois anos dos cinco aos 15 anos, como parte de uma ambiciosa pesquisa sobre o desenvolvimento e saúde infantis. Entre outras perguntas, os pais e as crianças foram convidados a informar quanto tempo dedicavam à TV a cada dia.

Para avaliar se sofriam de qualquer deficiência de atenção, as crianças, os seus pais e professores tiveram de responder se conseguiam se manter atentas por apenas um período curto, se a sua capacidade de concentração era baixa ou se terminavam por se distrair facilmente. Entre as perguntas feitas, por exemplo, estava “quando alguém fala com você, é difícil prestar atenção?”, “você frequentemente começa a fazer as suas lições mas não as termina?”, “é difícil fazer lição se há ruídos, ou algum tipo de actividade no mesmo quarto?”.

Estudos anteriores haviam detectado que o abuso de televisão na infância gerava problemas de deficiência de atenção para as crianças na escola primária. Mas não havia um estudo de grande porte que analisasse se esses problemas perdurariam na adolescência, até agora. “Os nossos resultados indicam que os efeitos da televisão sobre a capacidade de atenção são duradouros”, diz Hancox. Esses efeitos de longo prazo foram confirmados em jovens que reduziram as suas horas de televisão ao chegar ao ensino secundário, mas mantiveram os problemas causados pelo abuso de televisão na infância.

Os pesquisadores alertam contra o costume de algumas famílias de manter as TVs ligadas para deixar as crianças tranquilas, por exemplo, durante o café da manhã. “Aconselharia a esses pais que reduzam as horas de TV”, declarou Hancox. “Afinal, as crianças conseguiram achar formas de se entreter por milhares de anos antes que a televisão fosse inventada”.

O estudo não analisou os efeitos dos videojogos e computadores sobre o comportamento das crianças e adolescentes porque a colecta de dados foi iniciada antes que essas novas formas de entretenimento atingissem o auge. Mas os pesquisadores consideram que os seus efeitos possam ser semelhantes aos da TV, o que aponta que o limite de horas diário deve ser aplicado a todas as formas de entretenimento audiovisual, somadas. Assim, se uma criança dedica uma hora a um videojogo, não é aconselhável que assista TV por mais de uma hora diária.

Os dados do estudo não esclarecem de que maneira o excesso de TV afecta a capacidade de atenção, mas os pesquisadores apontam para diversas hipóteses. A que apresentam como mais provável é que as imagens televisivas, com os seus estímulos constantes, podem fazer com que a vida real pareça monótona, em comparação, de modo que as crianças tendem a se aborrecer com actividades de ritmo mais lento, como assistir a aulas ou fazer os trabalhos de casa. Outra possível explicação é que o cérebro infantil, ainda em formação, se desenvolva de maneira inadequada caso seja estimulado em excesso pela rápida sucessão de imagens dos programas de TV.

Depois de revisar os resultados dos estudos científicos que alertam sobre os efeitos adversos do uso excessivo de televisão sobre a saúde das crianças e adolescentes, a Associação Norte-Americana de Pediatria aprovou as seguintes recomendações aos pais:

Limite de duas horas: o tempo que as crianças dedicam a entretenimento audiovisual, incluindo computadores e jogos de vídeo, além da TV, não deve exceder “uma ou duas horas ao dia”, ainda que se trate de programação de qualidade.

Sem TV no quarto: pediatras recomendam “eliminar os aparelhos de TV dos quartos das crianças”.

Nada de TV para menores de dois anos: convém “evitar que crianças com menos de dois anos assistam a TV e estimular actividades mais interactivas que promovam desenvolvimento cerebral adequado, como falar, cantar, brincar ou ler”.

Fiscalizar os programas: os pais deveriam “fiscalizar os problemas assistidos pelas crianças e adolescentes” e estimular a escolha de programas educativos e de boa qualidade que não favoreçam o conteúdo violento.

Assistir a TV em família: assistir a programas com as crianças é melhor para a educação delas do que deixá-las sozinhas diante da TV.

Comentar o conteúdo: pediatras recomendam aproveitar o conteúdo da TV como ponto de partida para falar de valores de família, comportamento violento, sexualidade e drogas.

Procurar alternativas: os pais estão na melhor situação para estimular entretenimentos alternativos, como, entre outros, ler, realizar actividades físicas, pintar ou praticar jogos criativos.

Fonte:DA online

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Um mito na gravidez: A gravidez dura apenas 9 meses.





Embora, em termos físicos,a gravidez dure nove meses, para os psicanalistas, ela começa na infância, nas brincadeiras de casinha, na identificação que estabelecemos com a nossa mãe. Tudo isso volta com força na gestação de verdade, no momento em que revemos nossa relação com a figura materna. "Afetos e lembranças inconscientes afloram", diz a psicanalista Regina Orth de Aragão, mãe de Aurélio e Emanuel.

Segundo Regina, existe o conceito de gravidez psíquica: a mãe precisa de um tempo maior do que apenas nove meses para se separar do bebê. Quando o filho nasce, a gente pira mesmo, regride, no bom sentido do termo, para poder se identificar com ele, ficar atenta a suas mínimas manifestações. Por isso, quando ele dá um gemido no quarto, a gente percebe e vai correndo olhar. O psicanalista britânico Donald Winnicott (1896-1971) chama esse estado de preocupação materna primária.

Essa espécie de prolongameno da gravidez vai até os cinco, seis meses. "Se perguntarmos ao marido sobre como a mulher estava nesta fase, ele se lembra dela pirada", diz. À medida que o bebê vai se percebendo como um ser separado da mãe, ela volta ao normal. Já, para o norte-americano Daniel Stern, esse período se estende até o fim do primeiro o segundo ano.

Uma outra corrente acredita que, num estágio da evolução, a gravidez foi encurtada de 12 meses para nove. Isso teria ocorrido porque o cérebro se desenvolveu demais, e a cabeça do bebê não passaria pela vagina se ela durasse um ano. Com esse nascimento prematuro, os bebês apresentam as temidas cólicas: choro inconsolável que se encerra quando a criança completa 3 meses de vida (ou 12 de "gravidez").

Para acalmá-las seria preciso reproduzir as condições do útero. Certos povoados de Bali e tribos do Himalaia são "sociedades sem cólica" porque as mulheres carregam os filhos quase 24 horas por dia, embalando-os numa repetição intra-uterina. Então, some no mínimo três meses à sua conta de nove.

Fonte:www.babysite.com.br

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

30 Semanas...Falta pouco Vivi...

Nossa pequena princesa pesa em torno de 1500 gramas agora. Mede cerca de 39 cm da cabeça aos pés. A superfície do cérebro fetal apresenta um aspecto enrugado com circunvoluções do tecido nervoso. Essas circunvoluções fornecem mais área e maximizam a disposição das células cerebrais. Respiração rítmica e a temperatura corpórea são agora controladas pelo cérebro. Aquele lanugo inicial está desaparecendo, exceto nas costas e ombros. As pálpebras se abrem e fecham e as unhas dos pés estão crescendo. O cabelo já está presente. Agora a medula óssea já é responsável pela produção de sangue (tarefa que era realizada pelo fígado e baço anteriormente). A pele torna-se mais lisa e plana à medida que os depósitos gordurosos acumulam-se sob ela. O tecido gorduroso começa a formar "ilhas" de gordura e passa a ser uma fonte de energia.

Bubbly...Collbie Caillat


"Animado"

Eu estou acordada há algum tempo agora
Você fez com que eu me sentisse como uma criança
agora
Porque toda vez que eu vejo seu rosto animado
Eu sinto um arrepio num lugar bobo

Começa na ponta dos meus pés
Me faz enrugar o nariz
Para onde for, eu sempre sei
Que você me faz sorrir
Por favor, fique por um instante agora
Não tenha pressa
Em qualquer lugar que você vá

A chuva está caindo no vidro da minha janela
Mas nós estamos nos escondendo em um lugar seguro
Debaixo das cobertas, ficando secos e quentes
Você me dá sentimentos que eu adoro

O que eu vou dizer
Quando você faz com que eu me sinta desse jeito?
Eu apenas.........

Já faz um tempo que eu adormeci
Você me cobriu como uma criança agora
Porque toda vez que você me segura em seus braços
Eu fico confortável o bastante para sentir o seu
calor

Começa na minha alma
E eu perco todo o controle
Quando você beija o meu nariz
O sentimento aparece
Porque você me faz sorrir
Baby, não se apresse
Enquanto você me abraça forte

Em qualquer lugar, em qualquer lugar, em qualquer
lugar que você vá...
Em qualquer lugar, em qualquer lugar, em qualquer
lugar que você vá...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

:::O Evangelho segundo Hollywood:::

Filmes como Senhor dos Anéis e As crônicas de Nárnia são usados para catequizar os jovens.





Foi-se o tempo em que um encontro de catequese se resumia a uma aula baseada na Bíblia e em livros didáticos. Para atrair a atenção dos jovens, acostumados com o dinamismo das novas mídias, vale até usar o bruxinho Harry Potter - protagonista da série exibida nas aulas. Outros filmes, como Senhor dos Anéis e A bússola de ouro, já condenados por católicos e protestantes pelo conteúdo "ocultista", entram no discurso religioso como aliados no processo de aprendizado da chamada moral cristã. "Esses filmes serão vistos de qualquer forma fora da Igreja. É melhor que nós façamos os contrapontos", defende o padre Luiz Alves de Lima, assessor da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
O sobrenatural é contrário aos princípios da Igreja, mas, em vez de criticar as obras cinematográficas que o retratam, os catequistas utilizam esses filmes para expor as contradições humanas e ilustrar os ensinamentos bíblicos. "Funciona bem melhor do que atiçar a curiosidade dos jovens com a proibição", acredita o teólogo e escritor paulista Sérgio Fernandes. O padre Paulo Dalla Dea, teólogo e pároco da Diocese de São Carlos, no interior de São Paulo, encontrou em filmes como Homem- Aranha 3 uma oportunidade para falar de ética. Já na trilogia Senhor dos Anéis percebeu uma referência à retirada dos hebreus do Egito por Moisés, numa cena de perseguição em que as águas eliminam cavaleiros do mal. Em As crônicas de Nárnia: o leão, a feiticeira e o guarda-roupa, o leão Aslan é a metáfora perfeita de Jesus Cristo, com direito a sacrifício e ressurreição no final. "Em vez de partir da Bíblia para o cotidiano, faço o contrário. Proponho filmes que eles já assistiram para falar de aspectos que talvez não tenham percebido", diz o padre.
Para a coordenadora do grupo jovem da Igreja do Sagrado Coração de Jesus do Méier, no Rio de Janeiro, Érica de Holanda, obras que permitem explorar a ética religiosa ajudam a ilustrar a teoria das aulas. "A identificação com os dilemas expostos na tela gera bons questionamentos", diz ela, que já promoveu debates a partir de obras como Corrente do bem, Todo-poderoso e Paixão de Cristo. Além do cinema, letras de músicas e internet também são utilizados na catequese. Os métodos são aprovados pelos jovens, como a estudante Marina Cid, 15 anos. "Os encontros se tornaram menos cansativos", diz ela. Na opinião do professor de matemática e catequista Fábio Lagoeiro, de São Carlos, a mudança traz benefícios percebidos no dia-a-dia. "A participação dos alunos melhorou muito, assim como o espírito crítico", afirma.
O padre Paulo Ricardo, reitor do seminário de Cuiabá, em Mato Grosso, e membro do Conselho Internacional de Catequese, é um dos religiosos antenados com os novos tempos. Tem um site pessoal na internet e conta com vídeos no You- Tube gravados para o canal de tevê a cabo católico Canção Nova para aulas em que analisa os dilemas existenciais dos personagens de Senhor dos Anéis. "Há um conteúdo rico sobre a vitória do bem contra o mal que pode ser explorado", diz, ressaltando que o mito, a literatura e a fantasia fazem parte do processo de assimilação do evangelho. Na opinião dele, os representantes mais conservadores da Igreja fazem críticas superficiais à utilização de filmes na evangelização.
Embora bem-sucedida, a inclusão de recursos da mídia na catequese ainda é iniciativa isolada. "O processo de adaptação às novas linguagens está sendo lento", admite o padre Luiz Alves de Lima, da CNBB. Mas pode ser uma trilha a ser seguida no futuro, sobretudo uma forma de aproximar o jovem do catolicismo: "A Igreja que não se moderniza morre. É preciso manter os princípios, mas perceber que o mundo muda", diz Israel Néri, presidente da Sociedade de Catequetas Latino-Americanos.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

:::Muito prazer:::



Distúrbio que faz algumas mulheres terem orgasmos constantes sem estímulo sexual desafia os cientistas.


Em uma enquete do site Poll Boutique, 30% acham que a britânica Sarah Carmen é sortuda, enquanto 70% dizem que ela é azarada. A situação: Sarah tem cerca de 200 orgasmos por dia. Não que a vida dela seja muito excitante. Segundo a moça de 24 anos, basta o motorzinho de um secador de cabelos ou o trepidar de trem passando para que ela chegue ao clímax. Achou graça? Pois Sarah sofre do distúrbio de excitação sexual persistente (desp), uma doença rara que atinge mulheres no mundo todo e que agora começa a ser entendida pelos cientistas.

A explicação mais aceita pelos médicos é que a desordem seja provocada por inflamações e infecções na região pélvica, que hiperestimulam os nervos do clitóris. Alguns psiquiatras acreditam que a síndrome seja sintoma de crise emocional. O fato é que as mulheres com esse problema não "relaxam e gozam". Pelo contrário, enfrentam muitas dificuldades no dia-a-dia. "Gostaria de ter uma vida normal", disse Sarah ao tablóide inglês "News of the World "- que, claro, fez um carnaval com o drama da menina.

O desp foi documentado pela primeira vez em 2001, pela terapeuta sexual Sandra Leiblum, e só recentemente foi caracterizado como uma patologia na literatura médica. Ela não está relacionada com hipersexualidade (ninfomania) e na verdade causa desconforto e vergonha - justamente por isso, a sua ocorrência pode ser maior do que o registrado. "O desp pode trazer conseqüências sexuais negativas, e suas portadoras podem até enfrentar depressão", escreveu Leiblum em um artigo na revista "Contemporary Sexuality". "É uma manifestação intrusiva, indesejável, espontânea, na ausência de estímulo ou de desejo. É uma reação genital, não sexual. Pode durar dias, horas, semanas", diz Carmita Abdo, psiquiatra e coordenadora do Projeto Sexualidade da USP, onde é professora. Para Carmita, o distúrbio "deve acontecer desde que as mulheres existem, mas, por motivos culturais, não era registrado".

Leiblum atualmente lidera um estudo que faz exames de ressonância magnética no cérebro de mulheres que enfrentam a síndrome, na esperança de que a causa esteja no sistema nervoso central. Há outro especialista, Randall Craig, que defende o uso de oxitocina (o hormônio que promove as contrações uterinas durante o parto e a ejeção do leite durante a amamentação) para aliviar os efeitos do distúrbio.

Outro fator fundamental é a compreensão do parceiro. "Eu namorei um cara que era muito egocêntrico, inclusive na cama", contou Sarah ao tablóide inglês. "Assim que ele se deu conta de que eu poderia chegar ao clímax sem que ele precisasse nem sequer me tocar, ele não fazia nada para me satisfazer. Eu simplesmente achei isso rude e sem consideração. Não ficamos muito tempo juntos." Realmente, Sarah não é uma mulher de sorte.

Emiliano Urbim
Fonte: Revista Galileu.

Pais x filhos a autoridade em crise...Parte I.




A autoridade parental é indispensável para a construção do caráter e da personalidade dos filhos. Crianças criadas sem consciência de limites se tornam adultos frustrados e infelizes. Muitos pais, porém, têm medo de desempenhar seu papel de educador, confundindo autoridade com autoritarismo


"TENHO MEDO DE SUFOCAR SUA PERSONALIDADE OU SUA CRIATIVIDADE"

Autoridade e autoritarismo são coisas muito diferentes. Ambas as palavras têm o mesmo radical: autor. Mas, enquanto a primeira pode ser entendida como o poder de impor limites necessários para a convivência em sociedade, a segunda indica um exacerbamento desse poder, realizado pela simples imposição de uma idéia sem possibilidade de contraposição.

É exatamente por confundir e misturar os significados de autoridade e de autoritarismo que tantos pais, hoje, têm medo de exercer qualquer forma de poder sobre seus filhos - seja ele justo e necessário à boa educação da criança ou um poder ilícito e prepotente, ditado apenas pelo desejo arrogante de se impor a qualquer custo.

Em qualquer tipo de relação humana, o autoritarismo é sempre estúpido e nefasto. Mas, em relações do tipo professor/aluno e, sobretudo, nas relações entre pais e filhos, a autoridade é indispensável para a construção sadia da criança.

A autoridade enfrenta séria crise na sociedade contemporânea. Levadas ao exagero, sentenças do tipo "é proibido proibir", que se transformaram em palavras de ordem nos anos hippies das décadas de 1960 e 1970, fizeram muito mais estragos do que se poderia supor naqueles momentos de farra libertária. Plantaram nas mentes e nos corações a convicção falsa e perigosa de que, na vida, tudo são direitos e nada é dever. Boa parte dos pais de hoje (eles mesmos mal-educados) simplesmente não sabe o que fazer para controlar a rebeldia dos filhos, perdendose no interior de situações esdrúxulas nas quais quem deveria ser comandado comanda, e quem deveria mandar comete um desmando atrás do outro. Ou vocês, caros leitores, acreditam que o sucesso de séries televisivas tipo Supernanny se deve a um simples modismo?

A crise da autoridade parental é real e se reflete em projeções danosas em todos os demais aspectos da sociedade. No Brasil, basta prestar atenção ao que acontece atualmente em todas as esferas do poder governamental, seja ele executivo, legislativo ou judiciário. Há total confusão entre autoridade e autoritarismo, gerando situações de descalabro caótico, de sambas do crioulo doido nos quais o grampo e a espionagem campeiam soltos e ninguém leva a legalidade realmente a sério. O problema é exemplar e vem do berço. Quem não aprendeu desde cedo a ter consciência de limites tenderá a viver e a manifestar até o fim a sua patologia de descomedimentos.

Voltemos ao tema: a crise da autoridade parental. Quem, ao visitar algum casal amigo com criança pequena e preferir, às 10 horas da noite, dizer "tchau" e ir embora - já que a conversa era impossível com aquele pirralho que não parava de gritar -, não ouviu desculpas do tipo: "Ele não quer ir dormir", "é um inferno toda vez que chega a hora de fazer os deveres da escola", "ele faz tudo o que lhe dá na cabeça"...

Nos consultórios, os psicólogos especializados em problemas de família ouvem esses mesmos desabafos todos os dias. Qual é a causa dessa grande desordem familiar? A ausência da autoridade, dizem os especialistas. Esses pais, que pensam cuidar bem de seus filhos e procuram ser o mais zelosos e atentos possível, não impõem aquilo que deveriam impor. Seja porque rejeitam, "por princípio", toda posição de autoridade, seja porque, embora querendo manifestar sua autoridade, não conseguem mantê-la por mais de alguns instantes.

Sabemos todos, no entanto (e os educadores que trabalham em comunidades periféricas carentes melhor que ninguém), que é a falta de educação e, portanto, de autoridade - familiar, escolar ou social - que fabrica a delinqüência. Educar uma criança significa ensiná-la a se tornar um ser civilizado. Isso pressupõe, no que diz respeito aos pais, firmeza, constância e, sobretudo, a convicção de que essa autoridade é legítima porque sem ela não é possível uma construção correta da criança.

Para que isso realmente aconteça, é preciso, em primeiro lugar, que os pais superem as suas próprias resistências internas, às vezes muito sólidas, que se opõem a esse exercício. Para a moderna psicologia, são os medos dos pais que os impedem de se posicionar de modo correto. Claude Halmos, importante psicanalista francesa, explica quais são esses medos e como se livrar deles em seu livro L'Autorité expliquée aux parents (A autoridade explicada aos pais), lançado há pouco na França pela Editora Nil.

"TENHO MEDO QUE MEU FILHO DEIXE DE ME AMAR.

" Para Claude, esse é o medo que vem em primeiro lugar. O medo de ser rejeitado leva o genitor a dizer sempre "sim" e a proibir o menos possível. Esse medo, no entanto, parte de uma idéia falsa, segundo a qual uma criança seria feliz "sem limites". Ora, uma criança deixada entregue a suas próprias pulsões e seus desejos não poderá ser feliz. Ela estará limitada, incapacitada para a vida social, a escola, pois não saberá respeitar as regras que possibilitam a convivência. Estará despreparada para a vida a dois, pois esperará que seus companheiros lhe permitam tudo, como faziam seus pais.

A criança "sem limites" vive constantemente angustiada, pois não encontra nenhuma barreira que a proteja de si mesma e do mundo exterior.

Toda criança começa por recusar os limites, mas essa recusa esconde, na verdade, uma procura deles, pois ela sabe que são necessários. Por isso, a autoridade é uma prova de amor, e não de desamor. Podemos dizerlhe: "Se eu não o amasse, não me importaria com aquilo que você vai se tornar e o deixaria fazer tudo o que lhe desse na telha."

Por Luis Pellegrini...
Fonte:Revista Planeta

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Após perder o bebê, Ivete Sangalo descansa em Salvador





A cantora Ivete Sangalo deve voltar às ''atividades normais'' no fim da semana, informou hoje sua assessoria de imprensa. Ivete, de 36 anos, sofreu um aborto espontâneo ontem, na sexta semana de gestação de seu filho com o estudante baiano Daniel Cady, de 23. Ela descansa em sua casa - uma cobertura de um prédio de luxo no bairro do Campo Grande, em Salvador -, acompanhada dos irmãos e sobrinhos. Segundo seu médico, Luiz Machado, o mesmo que cuida da gravidez da cantora Cláudia Leitte, o problema com a gestação de Ivete foi natural. "Ela tomou todos os cuidados necessários. Qualquer mulher pode passar por isso, em especial no início da gravidez."
Ela estava em sua casa, em Salvador, nesta segunda-feira, 20, quando teve um sangramento muito forte. O médico foi até lá examiná-la e constatou que a cantora havia tido um aborto espontâneo.
A gravidez estava no início e por algum motivo não evoluiu.