sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Segurança na internet está em diálogo entre pais e filhos






Os pais devem mostrar aos filhos que existem perigos a serem evitados na rede mundial.

“Seja prudente, você não sabe o que está por trás da tela do computador.” A segurança das crianças que navegam na internet é mais uma questão de educação do que técnica. Os pais devem mostrar aos filhos que existem perigos a serem evitados na rede mundial, assim como ensinam aos filhos quais cuidados devem tomar nas ruas.
Um grande problema nessa área é que muitas vezes os filhos sabem mais de internet do que os pais.

Normalmente, sabem mais sobre como usar a rede e quais são os serviços disponíveis, mas isso não os torna mais preparados para enfrentar as ameaças que existem online, como pedófilos ou golpistas. É importante que os pais, mesmo que não conheçam muito a respeito da rede, conversem com seus filhos e acompanhem o uso que fazem da internet.

Esse diálogo pode ser usado pelos pais até para conhecer um pouco mais sobre a rede mundial. O computador no quarto das crianças (presente em 64% das casas) é um problema, só superável pelo diálogo com os pais. “Nunca aceite propostas de encontro sem informar aos seus pais” e “se alguma foto te perturba, saia do site e avise os seus pais”.

Vários dos mandamentos aconselham a criança a não divulgar suas informações pessoais: “Não diga nem o seu nome nem a sua idade”, “nunca divulgue a sua senha (password)”, “não dê o seu endereço” e “nunca envie qualquer foto sua”. Essas dicas servem também para sites de relacionamento, como o Orkut, e para blogs. A internet é um espaço público e, às vezes, é difícil, até mesmo para adultos, entender que um álbum de fotos aberto na rede, criado para os amigos, está exposto a todos os internautas do mundo. Informações que indiquem onde a criança mora, onde estuda ou quais seus hábitos podem torná-la vulnerável a pedófilos e outros criminosos.

Existem programas que bloqueiam conteúdo impróprio. Eles não podem ser encarados, no entanto, como uma solução para a segurança da criança na internet. Nenhum deles é infalível e, dependendo de como são configurados, podem impedir o acesso a conteúdo educativo sem garantir o bloqueio de todo o conteúdo impróprio. A navegação segura é mais uma questão de educação do que técnica.

A criança precisa saber como se comportar na rede e entender que isso é importante. Não adianta criar várias barreiras no computador de casa, se a criança estará desprotegida em outras máquinas, como na escola, na lan house ou na casa de amigos.

Um conselho importante é ensinar a criança a desconfiar das pessoas e das informações que encontra na internet. Isso pode ser útil até numa pesquisa escolar. Recomenda-se: “Quando estiver na sala de bate-papo (chat), desconfie, não acredite em todas as informações que você recebe e não responda aos e-mails que te ofendam.”

Em 2007, havia cerca de 45 milhões de internautas no Brasil. Segundo o Ibope/NetRatings, o País tinha 36,3 milhões de pessoas com internet em casa no trimestre passado. Em agosto, eram 24,3 milhões de usuários ativos (que usaram a rede pelo menos uma vez no mês).

Fonte: Sexxxchurch.com

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Sixpence None The Richer - Kiss Me... Musiquinha pra acalmar os ânimos...

Todas As Janelas...Jota Quest...


Todo o meu amor
Todo o meu apreço
Todo recomeço
Toda boa inteção
Toda idéia nova
Todas as noites que eu não dormi
Toda nova informação
Tantas saudades do que ainda não vivi
Vencer os contratempos
Passar mais tempo juntos
Consciência e paciência
Intesas modificações

E a mais completa certeza
De que tudo vai dar certo

Pra quem vem de longe
Pra quem faz rir
Pra quem esta no centro das decisões
Pra quem espera e sempre alcança
Pra quem é sem terra
Pra quem está sem tempo
Pra quem esta muito louco numa boa
Pra toda essa gente no sufoco

A mais completa certeza
De que tudo vai dar certo até o fim

Deixa a luz entrar
Todas as janelas da tua casa abertas
Toda a injustiça desse país a espera
Deixa a luz entrar


quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Câmara aprova projeto do Senado que tipifica condutas ligadas à pedofilia


A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (11), sem modificações, o projeto de lei do Senado (PLS 250/08) que torna crime a posse de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes e que aumenta as penas dos crimes relativos à prática da pedofilia. O projeto, aprovado pelo Senado em julho, foi proposto pela Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia e agora segue para a sanção presidencial.

O objetivo da proposta é tornar mais clara a legislação para melhor coibir a prática da pedofilia, intensificando o combate à produção, à venda, à distribuição e ao armazenamento de pornografia infantil, criminalizando condutas como a aquisição e a posse de material com esse tipo de conteúdo por meio da Internet.

As penas poderão ser mais pesadas para pais ou responsáveis que praticarem as condutas consideradas como criminosas com menores sob sua responsabilidade. O texto define algumas situações agravantes que podem aumentar a pena em até um terço. Isso ocorrerá, por exemplo, se aquele que praticar o crime o fizer no exercício de cargo ou função pública, ou a pretexto de exercê-la. Também terá a pena ampliada o criminoso que tirar vantagem de relações domésticas, de coabitação ou hospitalidade e se o crime for cometido por parente até terceiro grau ou que seja ainda tutor, curador, preceptor, empregador ou tenha autoridade sobre a vítima.

De acordo com o projeto, aliciar, instigar ou constranger criança, por qualquer meio de comunicação - prática conhecida como grooming -, a praticar “ato libidinoso” será crime passível de pena de um a três anos de reclusão, além de multa. Nas mesmas penas incorrerão aqueles que facilitarem ou induzirem o acesso de crianças a material pornográfico ou as levarem a se exibir de forma sexualmente explícita.

O projeto também propõe a definição de pornografia infantil, que passará a compreender “qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais explícitas ou insinuadas, ou exibição dos órgãos genitais para fins primordialmente sexuais”.

A proposta também modifica o artigo 240 do Estatuto da Criança e do Adolescente para punir quem “produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente”. A pena para esses delitos, conforme o projeto, será de quatro a oito anos, mais multa. Quem contribuir para que haja participação de criança ou adolescente nessas cenas também incorrerá nas mesmas penas. A lei atual pune apenas quem contracena com as crianças e adolescentes.

Quem vende ou expõe à venda fotografia, vídeo ou outro registro que contenha sexo explícito ou pornográfico envolvendo criança e adolescente também estará sujeito a pena de quatro a oito anos, além de multa. A distribuição de material contendo pornografia infantil - seja oferecendo, trocando, transmitindo, publicando ou divulgando por qualquer meio, inclusive pela Internet -, como fotografia, vídeo ou outro registro, também passaria a ser punida com pena de reclusão de três a seis anos.

Também se estabelece punição aos provedores de Internet que asseguram os meios ou serviços para o armazenamento dessas imagens ou que asseguram o acesso pela Internet a essas informações. A punição aos provedores, nesse caso, cabe quando deixarem de desabilitar o acesso a material sobre pedofilia.

Fonte: Agência Senado

Via: Diga Não à Erotização Infantil.

Uma breve reflexão sobre a pureza.


Não acredito em santos homens, imaculados, sem nenhum pecado. Não acredito na aparência da santidade, que esconde um coração perverso.

Não acredito que a simples obediência sem reflexão sincera, por sí só, faça alguém crescer, embora seja tudo o que resta em momentos onde a perplexidade toma conta da mente, e o coração apenas sussurra o silêncio.
Não acredito na fachada que mostra um homem invulnerável, completo em sí mesmo, e na arrogância de espírito daqueles que por não terem caído num determinado pecado, julgam-se melhores do que os demais.
Não aceito fazer parte de uma geração de adoradores encaixotados, de missionários mudos em seus atos e barulhentos em suas repetitivas canções, copiadas do último sucesso de vendas no mercado dito evangélico.

Não quero ser alguém que cedeu à soberba da pseudo-santidade ou auto-piedade, nem alguém que, em oposto cedeu à tentação da amargura. Quero ser puro, não obstante puramente humano. Puramente quem fui criado para ser.

Acredito em transformação, e em transformação evolutiva, desencadeada pela tomada do primeiro passo de fé e concluída no momento em que o Senhor nos chamar para a Sua morada. Conversão é um processo diário. Não acredito na substituição de almas. Quando aceitei O Cristo como meu salvador não tornei-me outro; continuei o mesmo, mas com a tão sonhada possibilidade e a sede de tornar-me melhor, de retomar o diálogo com O Criador. À propósito, eu acredito em caráter. Embora não nos conheçamos todos em minimos detalhes, à partir da compreensão da essência do outro, entenderemos um outro coração, e por consequencia, entenderemos melhor o nosso próprio. Precisamos de mais empatia. Precisamos tentar entender, sim, ao outro. Precisamos aprender a distinguir a nossa vontade, da vontade de Deus; o nosso lugar, do lugar de Deus; da nossa corrupção e da misericórdia diária dEle, para que não haja mais soberba, para que não haja mais arrogância, para que cessem as vozes que nos dizem que a nossa visão é plena, quando na verdade vivemos nos esquecendo que um ponto de vista é apenas a visão de um dos infinitos pontos presentes na Grande Obra de de Deus.

Quero ser puramente humano, para que o divino seja puramente Divino.

O desafio de se viver em amor, é antes aceitar-se como apenas um outro, mais um. Perceber quem somos, e que embora sejamos talvez insubstituíveis nas vidas de algumas pessoas ao redor, somos um numero insignificante diante do todo…

Fonte: Solomon

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Projeto de lei para punir pedofilia na internet deve ser votado amanhã na Câmara

Novembro 11, 2008 por Rosane

Brasília - A Câmara deve votar amanhã (11) o projeto de lei sobre crimes de pedofilia na internet. O projeto, que visa suprir as lacunas nas leis existentes para punir quem pratica esse tipo de crime no meio virtual, deveria ter sido votado na semana passada, mas acabou ficando para esta terça-feira por causa da morte do deputado Mussa Demes (DEM-PI).

“O Brasil está pelo menos nove anos atrasado em relação aos países europeus e aos Estados Unidos no que diz respeito a crimes praticados contra crianças e adolescentes por meio da internet”, disse hoje (10) Tiago Tavares, presidente da Organização Não Governamental SaferNet Brasil, que monitora e recebe denúncias de crimes virtuais.

Sem a lei, armazenar conteúdos pornográficos infantis e assediar crianças pela internet, por exemplo, ainda não é crime. Para Tavares, a falta de legislação dificulta a punição dos envolvidos.

“A prova disso são as operações Carrossel I e Carrossel II, que mobilizaram 150 policiais federais cada uma, e só conseguiram prender cinco pessoas. Isso porque a posse de material pornográfico infantil não é crime, então pessoas que foram flagradas armazenando conteúdo com imagens infantis não puderam ser presas”, explicou em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

Segundo ele, essas operações deflagradas pela polícia brasileira mobilizaram diversos países do mundo que prenderam seus pedófilos. “Países como a Espanha, Alemanha, o Japão, Reino Unido e os Estados Unidos fizeram a operação e todos eles conseguiram prender os envolvidos. A Espanha, por exemplo, prendeu 21 pessoas”, disse o presidente da SaferNet Brasil.

Segundo ainda Tiago Tavares, que participou da elaboração do projeto de lei, o texto está bem redigido e “tem tudo para ser aprovado amanhã e sancionado pelo presidente Lula ainda neste mês de novembro”.

Tiago Tavares ressalta também que a lei não resolverá todos os problemas se a polícia não estiver aparelhada e preparada para aplicá-la. “É importante lembrar que dos 26 estados, apenas seis têm delegacias especializadas em crimes cibernéticos. Também temos uma carência grande de iniciativas de âmbito nacional que tenham como foco a prevenção, a conscientização e a educação do usuário”.

Ele diz ainda que a internet é um meio excelente para busca de informações, mas é necessária uma campanha no Brasil para orientar os usuários sobre os riscos dos relacionamentos online.

No fim deste mês, um congresso mundial sobre exploração sexual de crianças e adolescentes acontecerá no Rio de Janeiro. Coordenado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), o congresso deverá tratar também sobre a pedofilia na rede mundial de computadores.

Fonte: Agência Brasil
Via:Diga Não à Erotização Infantil

40 anos da Revolução Sexual: a mulher continua “Brinquedo do Homem”



Está na moda falar dos 40 anos de 1968. Foi um ano de vendaval contra todas as instituições autoritárias. A palavra revolução enchia o coração e as mentes de milhões de jovens pelo mundo afora. Falava-se de várias revoluções: na educação, na família, na escola, nas religiões. Mas as duas principais revoluções, que iam lado a lado uma da outra eram a revolução social e a revolução sexual.

A mulher estava lutando para conquistar seu lugar no mundo. Queria deixar de ser considerada um simples “objeto de cama e mesa” como dizia o título de um livro de Heloneida Studart. Outro livro da mesma autora se intitulava “Mulher brinquedo do Homem”. E isso a mulher não queria ser mais. Queria ser tratada como gente, com direitos iguais aos seus irmãos machos.

Pois isto era coisa daquele distante 1968.

Hoje, jornais, revistas, programas à la Big Brother e músicas estão cheios de mulheres à moda antiga: pedaços de carne, bundas à vontade e pouco uso do cérebro.

No Rio, um dos tantos jornais vendidos a 50 centavos, o Meia Hora, no último dia 24, em meio a notícias de roubos, assaltos, estupros, esquartejamentos e violências policiais de todo tipo trazia, também, uma notícia que faria enfurecer as mulheres das passeatas e barricadas de 1968: “Mulher Moranguinho vai ficar peladinha”. Esta a notícia de capa. Na última página, outra notícia para reforçar a idéia que mulher não passa de uma fruta a ser comida pelo famintos homens: “A Mulher Melão será um dos destaques da Parada Gay”.

Dias antes era a vez da “Mulher Melancia” que mereceu um número especial da revista dos machos frustrados, Playboy. Assim anda a revolução sexual de 1968.

FONTE: SITE PRAVDA

Por Vito Giannotti

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Os riscos da erotização infantil


Os programas de televisão têm apelado para a excessiva valorização do corpo e erotismo; inclusive em programas infantis onde se percebe que a preocupação maior é valorizar os gestos, posturas e danças onde o foco é a sensualidade.

Além disso, transmite uma imagem caricatural da mulher, aquele tipo “boazuda”. O resultado são as imagens estereotipadas, onde a mulher ressurge como um objeto de consumo, ou de apelo sexual. Resultado disso é que a criança começa a incorporar uma atitude abertamente sedutora, lembrando o comportamento adulto. Ela perde muito da sua espontaneidade e naturalidade, e principalmente de sua ingenuidade.

Os pais demonstram desde cedo uma preocupação, às vezes obsessiva, de que a filha se transforme num modelo ou numa atriz de novela, levando a se mostrar preocupada desde criança em ter um corpo perfeito, vivendo em função de dietas e outras preocupações. Enfim, ela tem que fazer ou representar tudo o que um adulto faria, ou melhor, tudo aquilo que os pais gostariam de ter realizado, mas não conseguiram.

Tudo isso acaba interferindo no desenvolvimento emocional e afetivo da criança, fazendo com que ela pule etapas importantes do seu desenvolvimento. Uma criança que não vivencia a sua infância deixa de viver comportamentos próprios de sua idade. Para ela existe um mundo de atividades propriamente infantis, tais como as brincadeiras, os jogos, as leituras, o teatrinho, e até filmes, que lidam com o seu mundinho, com as suas fantasias, com os seus sonhos, e que não entram em choque com a simplicidade e a beleza do universo infantil.

As crianças não têm a malícia nem o desencanto dos adultos, assim como não têm uma sexualidade amadurecida ou já conflitiva. Portanto, não precisam imitar o comportamento típico dos marmanjos. Elas não podem e não devem ser jogadas num mundo de adultos que é agressivo e competitivo; isso é psicologicamente prejudicial.

A televisão demonstra pouca atenção aos programas educativos, insistindo nessa história de ficar criando falsas promessas ou fantasias de realização, e cabe aos pais evitar que seus filhos acreditem nisso. Eles devem mostrar que a vida oferece muito mais do que o sucesso, que existem inúmeras profissões e ofícios além daqueles de atriz, cantor ou jogador de futebol, que também são importantes e levam à intensa realização pessoal e social.

Cabe aos pais também, a tarefa de preservar os valores mais genuínos do ser humano, procurando sempre valorizar o amadurecimento emocional de seus filhos, colaborando para que desenvolvam uma atitude crítica em relação ao aprendizado e entretenimento que os meios de comunicação oferecem.

A precocidade do erotismo infantil quebra o brilho e o encanto juvenil, podendo no futuro desenvolver padrões de comportamento conflitivos na área sexual.

A criança tem que ser respeitada e continuar a ser criança.

Fonte: Diga Não à Erotização Infantil.

domingo, 9 de novembro de 2008

32 semanas...Ansiosa por demais...


Hoje a Vitória faz 32 semanas...Estamos quase lá, faltam agora 56 dias...
Ai que ansiedade pra ver o rostinho dessa pessoinha que não conhecemos, mais que já amamos por demais...Vem logo filhinha, dias passem logo...Horas voem..
Minha filhota, espero que Você sinta desde já o nosso amor...Tá tudo pronto pra sua chegada,vê se não demora muito.
Que o Papai do céu te guarde e que você venha com muita saúde e alegria...
Te amamos filha...

Encarando a própria vida




Temos a tendência de repetir o tipo de relacionamento que experimentamos nos primeiros anos da infância.

Meg tinha 35 anos e sofria com uma anemia profunda. Os médicos não entendiam direito o que se passava com seu organismo, que não reagia à medicação e muito menos a uma alimentação rica em ferro. Recomendaram a ajuda profissional em psicologia. Meg me procurou e aos poucos foi me contando sua história. Era a caçula de três irmãos. O pai era extremamente violento; a mãe, passiva e até omissa. As cenas violentas do pai para com o irmão mais velho faziam parte do cotidiano de sua casa. Nestas situações, Meg ficava sempre na soleira da porta, tentando achar uma solução para a situação. Mas na sua tenra idade, nunca saiu dali. Se fosse buscar ajuda, levaria uma tremenda surra – afinal, era pequena demais para enfrentar o pai. Naquela agonia, o máximo que fazia era ficar ali, imóvel e paralisada, desejando que a vida não existisse, que sua história fosse outra. Algumas vezes, havia calma naquele lar, mas o alívio durava apenas até o próximo episódio de fúria e violência do pai de Meg.

O tempo passou. Meg cresceu, tornou-se adulta, saiu de casa, casou-se e teve filhos. Contudo, vivia uma dinâmica nos relacionamentos onde se percebeu impotente e sem ação diante da força de pessoas que abusavam da sua fragilidade. Foi enganada e explorada mais de uma vez, tanto no ambiente familiar como no trabalho. Ela percebia o que ocorria à sua volta, mas continuava na soleira da porta da própria existência, sem usar recursos de que não dispunha na infância, como o próprio fato de ser adulta e a possibilidade de amparo jurídico. A mensagem interna que soava alto em seus ouvidos era a mesma de outros tempos – não podia fazer nada e era melhor ficar quieta senão ia ser pior. A anemia que começara na infância tornou-se crônica, exigindo constantes cuidados médicos. A falta de energia e disposição não se limitava apenas ao seu corpo, mas corroía-lhe a alma, impedindo sua realização pessoal e tolhendo suas capacidades. E assim Meg vivia, engolindo abuso atrás de abuso.

Assim como ela, temos a tendência de repetir ao longo da vida o tipo de relacionamento que experimentamos nos primeiros anos da infância. É como se, uma vez vivida e aprendida uma situação, ficássemos indefesos e desprotegidos, presos a ela como crianças. Uma das sutilezas satânicas contra o ser humano é exatamente esta: a do medo de arriscar a sair da soleira da porta e descobrir os próprios recursos, doados por Deus a cada um desde a formação no ventre. E por causa deste medo, muitas mulheres não se posicionam, não desenvolvem seu valor e não têm forças para defender a própria dignidade.

A parábola dos talentos, contada por Jesus e registrada em Mateus 25, aborda esta questão. Um dos servos daquele homem rico preferiu esconder o talento recebido, ao invés de usufruir dele, gerando novas riquezas. Alegou, mais tarde, que ficou com medo da severidade de seu senhor e preferiu se garantir, restituindo exatamente aquilo que lhe fora confiado. Pois foi severamente repreendido – e seu talento lhe foi tirado e entregue para outro servo, que sabia administrar melhor os bens recebidos. A outra é a história de Abigail, contada no primeiro Livro de Samuel, no capítulo 25. Nabal, seu marido, cometera um grave erro contra Davi. Diante da insensatez de Nabal, que além de insensível e duro, era beberrão, Abigail não se entregou ao papel de vítima. Ela tomou providências, agindo para proteger os filhos e empregados da vingança de Davi e dos homens que o seguiam. Ela preparou uma comitiva e foi ao encontro dele, levando presentes e o pedido de desculpas, aplacando sua fúria.

Muitas mulheres com idéias e projetos brilhantes não os colocam em prática porque o medo se transforma num monstro que aniquila e bloqueia qualquer iniciativa. E a história de Abigail parece apontar para o fato de que há situações em que temos que correr os riscos e andar na contracultura, enfrentando as ameaças e os ataques que podem cair em cima daqueles que estão sob nosso cuidado e responsabilidade. Não podemos perder de vista o propósito de usarmos todas as forças e recursos disponíveis na detenção do mal e da destruição. Meg precisava sair da situação de vítima e encarar a própria vida, não se permitindo mais ficar nas mãos de pessoas egoístas e cruéis. E, com a ajuda de Deus, ela o fez. Perdeu algumas coisas e alguns relacionamentos, mas encontrou a si mesma e descobriu que tinha muito a ganhar, criar e produzir, desenvolvendo seu potencial tão especial para beneficiar pessoas e difundir a grandeza do Senhor. Até a anemia desapareceu.

Descobrir as próprias estagnações é um caminho difícil que requer muita coragem, disposição e uma boa dose de humildade. Algumas vezes, será necessário rever a própria história de vida, identificando eventuais bloqueios oriundos de episódios do passado. Na verdade, não nascemos com a capacidade de gostar de nós mesmos e acreditar no nosso próprio potencial. São os nossos educadores e treinadores que podem facilitar, ou não, a confiança que podemos ter em nós mesmos para fazermos diferença – tanto para nós, como para aqueles que nos estão próximos. Mas, quando nos tornamos adultos, podemos rejeitar toda e qualquer mensagem destrutiva que nos tenha sido direcionada e que passou a fazer parte de nossa existência, distorcendo a rota dos caminhos para os quais nascemos. Agindo assim, é possível resgatarmos a nós mesmos, refazendo o roteiro que nos é dado por Deus para nossa vida aqui neste mundo.

Fonte: Solomon

sábado, 8 de novembro de 2008

DOS FILHOS DESTE SOLO, ÉS MÃE GENTIL!



EM TEU SEIO, Ó LIBERDADE!



O que pensa uma criança quando está no ventre da mãe? Que planos estará traçando essa criaturinha no solitário convívio com ela mesma?

Esse é um tema bastante controverso. Mas, arrisco a dizer que, o ventre materno deve ser um mundo repleto de sons, sentidos e de sobressaltos, entremeados de puro êxtase.

Idéias e bebês traçam um paralelo interessante em nosso sentido de propriedade. Ambos são germinados, aconchegados e protegidos até seu nascimento. São misteriosos e reveladores, discretos e escandalosos, cautelosos e urgentes. São únicos, ainda que múltiplos. Mas são, sem dúvida, antes, sinônimos em seu sentido.

Gerar uma idéia, assim como á um bebê, é refazer um mesmo plano inúmeras vezes, até que pareça perfeito. E depois refazê-lo outras tantas, de maneira que a perfeição alcançada não determine seu fim.

Ambos, no espaço exíguo onde são gerados, por vezes, sentem-se incomodados, asfixiados deles mesmos. Tudo ao redor pode parecer pequeno demais e o alívio virá apenas, ao serem liberados da proteção gestacional. É hora de nascer.

Nesse processo, o fim é um começo, e por sê-lo, é confuso, assustador e mesclado de uma excitação dolorida. O que será que encontrarão? O que farão? Para onde irão?

Ao nascer, essas perguntas parecem ser respondidas imediata e inequivocamente, mas, segundos depois, tudo volta a ser confuso outra vez.

O que passa na cabeça de uma criança ao nascer? Que planos traçou essa criaturinha, agora, livre para executá-los?

Uma vez concebidos, a missão é conhecer, desvendar, desbravar mundos, pessoas, sensações, experimentar todas as caras, cheiros e recheios. Concordar com alguns, ou com nenhum.

A preocupação é acertar. Ser aceito, ser refeito, sem defeito. É a hora dos registros, das recordações. A dor, o riso, a queda, o primeiro passo, o rosto familiar e o desconhecido. É tempo de descobertas.

Num piscar de olhos, já se pode caminhar sozinho, dizer o que quer e o que não quer. Pode-se exigir e ser atendido, ou não. Mas se aprende rápido á como conseguir o que se quer.

Crescemos. Agora, somos engraçadinhos e o centro das atenções. Os rostos são cada vez mais familiares e já compreendemos cada vez mais o significado das palavras. Dos “sims” e dos “nãos”. E adivinhe? Podemos nos alimentar sozinhos. Fazemos certa lambança, é verdade, mas quem pode nos recriminar?

Algumas centenas de aventuras depois, sem aviso, pode ser que já estejamos sendo substituídos. Paira certa conspiração no ar! Quase naturalmente outros surgem roubando de nós a exclusividade, o carinho em uníssono, e muitas vezes no lugar de duas, agora serão muitas mãos desconhecidas a nos guiar quando caminhamos.

Mas afinal, tenho certa experiência, sei me defender, aprendi muitas coisas, direi confiante! Já é hora de pô-las em prática. É tempo de recomeçar, rever conceitos. Talvez me caiba até a função de orientar essa nova concorrência. Então tenho que ser forte e confiante, diria mamãe!

Várias estações se passaram. Até outro dia eu apenas gatinhava, hoje, corro livre por todos os lados, distribuo sonhos, divido conquistas, e me sinto preparado. Chegou o momento de olhar para trás e medir as perdas e ganhos. Já não sou mais o único. Fui uma idéia tão boa, que fui copiado e reinventado várias vezes.

Mas quer saber? Ainda reconheço muito dos rostos que vi ao nascer. Estão todos ali, como a me dizer: “Não desista!”. Então sigo. E descubro que sou muito jovem, mas me encarrego dos meus objetivos com a sabedoria dos anciãos.

Esse sou eu. Um sonhador! Que de tão forte e grande, precisou nascer e enfrentar o mundo. Que de tão modesto e promissor, hoje, é memória. Memória de uma meninice que nunca foi tranqüila, porque seu alimento é a euforia e a intranqüilidade de crescer num mundo hostil. Uma idéia que cresceu e, hoje, ensina que aprender é o plano.

O que passa na cabeça dessa criança levada, bisbilhoteira, valente, resistente, criativa. Sou apenas um bloco de anotações? Um banco de dados? Um receptador de lembranças que divide o “domínio.com” num grande “condomínio” de lembranças?

Um jovem ancião guardador de memórias. Isso é o que eu sou! Um louco armazenador de horas, dias, do ontem, do amanhã de todas as vidas e de todas as histórias.

Hoje tenho muitos irmãos, de fé ou não, mas irmãos. Disputamos com veemência o amor dessa mãe generosa, mas, nem sempre protetora. Desfrutamos de seus braços enormes, sem nunca aceitarmos completamente a idéia de que são grandes o bastante para acolher á todos. Ah! Essa devoção ciumenta.

Como posso, sendo tão jovem, dizer aos meus irmãos o que fazer? Sei que muitos deles nem me reconhecem como da mesma família. Mas se pudesse me fazer ouvir eu diria: Um dia, ainda em gestação, eu sonhei. Sonhei com um mundo de espaço infinito, de harmonia e emoções.

Um lugar tão amplo e seguro quanto os braços de uma mãe. Onde pudéssemos nos encolher apesar de nossa suposta grandeza, para abrirmos espaço aos outros que chegarão á todo momento, formando uma numerosa família.

Assim apertados, mas acolhidos, nos aproximaríamos do calor que nos foi prometido e sentiríamos o pulsar de cada um, num compassado enredo de possibilidades. Quando ousássemos sair e desbravar o mundo, faríamos sabendo que nunca estaríamos sozinhos. E serviríamos de exemplo aos que ainda nem nasceram. Mas que nascerão certamente.


Fonte:www.quandonadaenoticia.blogger.com.br

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Se eu fosse um Padre...



Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
- muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
... a um belo poema - ainda que de Deus se aparte -
um belo poema sempre leva a Deus!

Mario Quintana

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Mais uma vez... Jota Quest.


Te tenho com a certeza
De que você pode ir
Te amo com a certeza
De que irá voltar
Pra gente ser feliz
Você surgiu e juntos
Conseguimos ir mais longe
Você dividiu comigo a sua história
E me ajudou a construir a minha
Hoje mais do que nunca somos dois
A nossa liberdade é o que nos prende
Viva todo o seu mundo
Sinta toda liberdade
E quando a hora chegar, volta...
Que nosso amor está acima das coisas desse mundo
Vai dizer que o tempo
Não parou naquele momento
Eu Espero por você
O tempo que for
Pra ficarmos juntos
Mais uma vez.
Camiseta traz Coringa 'versão Obama'

Estampa de camiseta mostrando o Coringa, personagem interpretado por Heather Ledger em ‘Batman – The Dark Knight’. A imagem, criada por James Lillis, é estilizada como o pôster que Shepard Fairey fez para a campanha do presidente eleito dos EUA Barack Obama, uma das imagens mais parodiadas nos EUA.

O que define a hora da puberdade?


A ciência já avançou bastante para decifrar o que faz com que o corpo detone a puberdade, processo que decreta o fim da infância. O hipotálamo decide que é hora de despertar. Ele "avisa" a hipófise que ela deve começar a enviar hormônios para o resto do corpo. Esses hormônios são os responsáveis por tornar os órgãos sexuais desenvolvidos, pelo surgimento dos pêlos nas regiões pubianas e nas axilas e, nas meninas, pelo aparecimento dos seios e pela menarca - a primeira menstruação.

"Isso é o que sabemos, mas ainda desconhecemos as razões pelas quais o hipotálamo decide despertar", diz Maurício de Souza Lima, médico hebiatra (especialista no tratamento de adolescentes). Entre os motivos possíveis estão a nutrição - incluída aquela recebida no útero -, as diferenças raciais, os estímulos visuais, as condições de saúde e a genética. Alguns desses itens têm participação clara, já outros estão mais para hipóteses.

CADA VEZ MAIS CEDO
A puberdade na História

"Nutrição e puberdade estão diretamente relacionadas", diz o médico, que é autor do livro "Filhos Crescidos, Pais Enlouquecidos". Tanto que, em bolsões de pobreza, onde a nutrição é ruim, a puberdade é adiada. Quanto à alimentação da fase fetal, que é citada como um fator de adiantamento da puberdade, ainda não há estudos determinantes.

Por outro lado, as chances de os estímulos visuais - exposição ao sexo e a imagens eróticas - serem influenciadores da puberdade são grandes e o fenômeno acontece até com os animais. Nas fazendas, por exemplo, os donos colocam os bezerros perto dos bois adultos para que cheguem à idade de corte mais cedo.

A História comprova que as condições de saúde são determinantes. Antigamente, o processo acontecia bem tardiamente. Hoje, como há mais acesso aos tratamentos de saúde, vacinas e menor quantidade de doenças, houve uma antecipação na idade em que o processo começa em toda a população.

Já em relação à herança genética a coisa foi um pouco diferente. "Empiricamente, a gente sempre soube que a genética interferia. É só observar as famílias. Quando a mãe tem a primeira menstruação cedo, a filha também tende a ter logo a menarca", diz Souza Lima. E os laboratórios começam a comprovar isso. Um estudo da USP em parceria com a Universidade Harvard, nos EUA, mostrou que a herança genética está fortemente ligada à puberdade. Apesar de descobertas assim, esse campo de estudo ainda não chegou à sua adolescência.

MAIS CEDO AINDA
Os números da precocidade
>>> para cada 5 meninas há 1 menino com puberdade precoce
>>> uma em cada 10 mil meninas sofrem do distúrbio

IDADE EM QUE SE MANIFESTA
>>>
9 anos para meninos
>>> 8 anos para meninas


Fonte:Revista Galileu

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Nascimentos estão a aumentar


Nos primeiros nove meses do ano, e de acordo com o Público, o Instituto de Genética Médica Jacinto de Magalhães realizou mais 2100 testes do pezinho que nos 12 meses anteriores.

Esta subida da taxa de natalidade não é, porém, suficiente para compensar o decréscimo acentuado verificado nos dois anos anteriores: em 2006 nasceram quase menos quatro mil bebés que em 2005 e em 2007 a queda cifrou-se em três mil nascimentos, correspondente a um número médio de filhos por mulher de 1,33 (quando a substituição de gerações acontece aos 2,1). Tal significou que, pela primeira vez desde 1918, houve mais mortes que nascimentos em Portugal.

De acordo com os especialistas, os números obtidos nos últimos meses não devem ser entendidos como o início de uma nova tendência demográfica. «O aumento não é muito significativo», disse ao mesmo jornal Mário Leston Bandeira, presidente da Associação Portuguesa de Demografia. Para além de os números ainda serem provisórios, «esta pode ser uma variação puramente conjuntural», acentuou.

Por sua vez, a demógrafa Ana Fernandes, em declarações à TSF, afirmou que a subida se deve a um «efeito conjuntural» da idade das mães. Estas tentam atrasar a maternidade «o mais possível e chega-se a uma altura em que não é possível atrasar mais e portanto temos nascimentos que foram uma acumulação de contenção», explicou.

Ana Fernandes disse ainda acreditar que as políticas de incentivo à natalidade lançadas pelo Governo podem influenciar a decisão de um casal em ter filhos, mas não são suficientes. «As condições de trabalho da mulher, os apoios do Estado e as suas políticas de apoio à família têm de melhorar substancialmente para que se criem as condições para as mulheres se balancem na aventura de ter um filho numa sociedade que não os deseja», frisou.

Sofia Aboim, socióloga e investigadora do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa, defendeu, no Público, que é preciso esperar para ver o que acontece nos próximos anos. «Estas flutuações anuais podem ficar a dever-se a uma série de fatores aleatórios. Tenho dúvidas de que a taxa de natalidade aumente muito na próxima década, sem que haja uma melhoria das condições econômicas».

Fonte:BabyRoom

Lei brasileira impediu a prisão de 50 pedófilos



Se a legislação brasileira fosse semelhante à de outros países no que diz respeito ao combate à pedofilia, teriam sido presos mais de 50 pedófilos, e não apenas três, na Operação Carrossel II da Polícia Federal, na última quinta-feira.

De acordo com o delegado que coordenou a operação, Adalton Martins, se a exemplo dos outros países, a lei daqui autorizasse a prisão daqueles que armazenam imagens de pornografia infantil o número de presos no Brasil poderia ser assustadoramente grande.

A legislação só permite que essas pessoas sejam presas em flagrante, o que dificulta o trabalho da PF, conforme Martins. “Tínhamos aqui 113 alvos com suspeita de prática de pedofilia, só que apenas três deles foram flagrados enviando o material e só eles puderam ser detidos. Se a nossa legislação fosse outra, boa parte destes alvos poderia ser presa apenas por terem computadores com fotos e vídeos pornográficos de crianças”, explica o delegado, chefe da Divisão de Combate a Crimes Cibernéticos.

Já em países onde a lei autoriza esse tipo de prisão, diversas pessoas foram presas após a Operação Carrossel II ter ocorrido no Brasil. Isso ocorreu porque a PF informou autoridades de Portugal e Grécia quais os computadores suspeitos de enviar material com pornografia infantil.

Martins comemora a colaboração internacional, mas não disfarça a decepção de ver que o mesmo não acontece no Brasil. “A gente fica feliz em ajudar outros países, mas é triste saber que não podemos fazer o mesmo para proteger as nossas crianças”, afirma.

A legislação atual, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê no artigo 241: “é proibido apresentar, produzir, vender, fornecer, divulgar ou publicar por qualquer meio de comunicação, inclusive pela rede mundial de computadores ou Internet, fotografias ou imagens com pornografia ou cenas de sexo de explícito envolvendo crianças e adolescentes”.

Ou seja, se alguém guardar em casa ou no computador fotos de crianças e adolescentes fazendo sexo, ele não está infringindo a lei, segundo o ECA. Apenas quem divulga tais informações pode ser preso e esta é a grande dificuldade das autoridades em combater a pedofilia.

“Existem pessoas que têm em seus computadores mais de 50 mil arquivos de pornografia infantil e nós não podemos fazer nada com elas a não ser que a gente consiga flagrá-las repassando o material”, lamenta o delegado.

De acordo com o ECA, quem desobedecer este artigo fica sujeito à pena de prisão de dois a seis anos. Segundo Adalton, a intenção é que também possa receber essa punição quem tiver tais imagens em casa e não apenas quem for flagrado repassando.

O delegado afirma que torce para que o Congresso Nacional aprove o projeto que altera justamente este ponto na lei. Para dele, isso já ajudaria a reduzir a prática da pedofilia. “Torcemos para que isso mude. O principal é a pessoa que estiver mexendo com esse material, pelo menos saber: armazenando essas imagens você está incentivando a prática da pedofilia e você pode ser preso por isso”, declara.

O projeto que pode alterar a legislação já foi aprovado pelo Senado e está em tramitação na Câmara. Para valer, a proposta precisa passar por toda a tramitação até chegar à sanção do presidente Lula.

Redação Terra.

Setembro 7, 2008 por Rosane

Clocks...Coldplay

Relógios
As luzes se apagam e eu não posso ser salvo
Ondas contra as quais eu tentei nadar
Jogaram-me ao chão, deixando-me de joelhos
Oh, eu imploro, eu imploro e suplico, cantando
Revele coisas não ditas
Atire uma maçã em cima de minha cabeça
Um problema que não pode ser nomeado
Um tigre está esperando para ser domado, cantando

Você é

Confusão que não acaba
As paredes que se fecham e os relógios que fazem barulhos
Vou voltar e te levar para casa
Eu não poderia parar agora que você sabe cantar
Apareça sobre meus mares,
Malditas oportunidades perdidas
Sou uma parte da cura ou da doença?
Cantando

Você é, você é, você é, você é

E nada mais se compara

Lar, lar para onde eu queria ir.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

TV e computador: você é o filtro


Antes de virar a rotina da criança de cabeça para baixo e esconder o controle remoto, pense em como você influencia a relação dela com os meios de comunicação.

Ao chegar em casa, corre para checar os e-mails? Olhe ao redor da sua sala. Em
que lugar está a TV? Mesmo que você não pare para assistir, o fato de deixá-la ligada cria familiaridade, praticamente a personifica, lhe dá vida própria. Mas você a-do-ra passar horas vendo seus programas favoritos? Para os especialistas, o ideal é que criança pequena nem deva estar ali (ou porque é tarde para estar acordada ou por causa do conteúdo impróprio). “Quem decide a programação é você, ainda que precise abrir mão da novela”, afirma a psicanalista Mary Lise Moysés Silveira.No caso das maiores, há um conselho de Bia Rosemberg, diretora de programas infantis. “O ideal é explicar para a criança os temas que são abordados no seu programa. Ou seja, se aparecer uma cena de apelo sexual, ajude-a a interpretar o contexto.” Ainda assim, cenas violentas devem ser evitadas. “Uma criança que vê CSI, seriado que investiga crimes, fica impressionada com a aparência das coisas, como o sangue, expressões etc”, diz Lisa Guernsey, jornalista e autora do livro Into the minds of Babes – How ScreenTime Affects Children From Birth to Age Five (algo como Por Dentro da Mente dos Bebês – Como a TV Afeta Crianças de 0 a 5 Anos – veja entrevista).

No caso da novela, as opiniões são extremas: existem especialistas totalmente contra e outros a favor, em partes. “Se existir a mediação do adulto, ou seja, se ele estiver presente para conversar sobre os assuntos da novela, ela pode ser uma ótima oportunidade para apresentar o mundo e discutir valores”, afirma Cláudio Márcio Magalhães, pesquisador, jornalista e autor do livro Os Programas Infantis da TV – Teoria e Prática para Entender a Televisão Feita para as Crianças (Ed. Autêntica). Os pais que não estiverem prontos ou dispostos a dialogar sobre o tema devem mudar de canal. “Não precisa ter medo de ser taxado de conservador. Ainda que a criança se queixe, ela espera que você tome conta dela. O que não pode acontecer é a censura. Antes de proibir, exponha seus motivos com uma conversa franca”, diz Marcos Cezar de Freitas, professor de Pedagogia e pesquisador sobre Educação. Não use como desculpa a crença de que seu filho assiste a canais impróprios para a idade dele porque gosta. “Criança curte programa de criança, não jornal, novelas e seriados. Tanto é que os canais de maior audiência na TV a cabo são os infantis”, afirma o pesquisador Cláudio Márcio.

Fonte: Crescer

CAMPANHA DIGA NÃO À EROTIZAÇÃO INFANTIL


Nos últimos anos, as crianças brasileiras, influenciadas pela mídia e pela música de má qualidade, vêm sofrendo o que os especialistas chamam de “erotização precoce”.

A Campanha “DIGA NÃO À EROTIZAÇÃO INFANTIL” visa esclarecer à sociedade a importância da música na formação do caráter e da personalidade da criança bem como os perigos da erotização precoce.

FENÔMENO SOCIAL IMPOSTO PELA MÍDIA
Os meios de comunicação, ao contrário do que muitos pensam, não têm o menor compromisso com a cultura e a formação dos indivíduos. É uma vitrine de tudo que pode vender milhões, não importando a qualidade do produto.

EROTIZAÇÃO PRECOCE
O sexo e tudo que o envolve - sedução, conquista, intimidade, prazer e reprodução - faz parte do mundo dos adultos. Assim como o trabalho e a responsabilidade civil ou criminal. Incentivar ou permitir que uma criança fale, vista-se ou dance como adultos é como assistir passivamente aos menores que trabalham nos fornos de carvão ou nos canaviais do nordeste.

INICIAÇÃO SEXUAL SEM MATURIDADE FÍSICA E EMOCIONAL.
Conseqüências diretas da “erotização precoce” são crianças de 10/11 anos namorando e tendo relações sexuais aos 13/14 anos. Sem maturidade, sem informação, sem preservativos, sem anti-concepcionais. Apenas atendendo inconseqüentemente à explosão hormonal. E nós, avós precoces aos 40 anos, assistimos impotentes a tudo isso e podemos ver nossos filhos arcarem com responsabilidades de adultos, quando deveriam estar brincado de carrinho ou de boneca, ou se preparando para o futuro.

PERPLEXIDADE E PASSIVIDADE DA SOCIEDADE DIANTE DO FENÔMENO.
Uma tendência social demora a se tornar “aberração”. Até que os números sejam coletados e os dados vistos como alarmantes muitas vítimas já foram feitas. As pessoas tendem a ver a violência, as drogas e até a erotização precoce como algo distante, que acontece aos filhos dos outros. Mas, se olharmos bem de perto, todos temos um parente, um amigo ou vizinho passando por algum destes problemas.

O QUE PODEMOS FAZER PARA REVERTER ESTA SITUAÇÃO
Basta estar atento e agir. Se você, pai ou educador, se preocupa com o quadro que apresentamos, tem muitas atitudes a tomar.

Divulgue esta campanha; Não permita que seus filhos se vistam como adultos; Não estimule as coreografias por vezes pornográficas que alguns “artistas” apresentam; Não financie a roda da fortuna criada com o lançamento indiscriminado de banalidades e produtos anti-educativos gerados pela mídia com intenção exclusiva de lucro.

Você tem este poder de ação. Todos somos responsáveis pela nova geração que estamos deixando para assumir o mundo. Nossa responsabilidade é tornar nossas crianças adultos felizes, equilibrados, realizados e cidadãos conscientes do seu espaço e dos outros.

Fonte:Diga não à erotização infantil